Banda Padre Pio

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Banda Musical Padre Pio

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 Em 7 de maio de 1907, Padre Pio Pinho de Oliveira chegou a Jucás para o cargo de auxiliar do vigário da freguesia de Nossa Senhora do Carmo. Padre Pio foi um grande músico, reconhecido no Ceará, e estudou harmonia com um famoso musicista da época, o alemão Frei Pedro Sins.
   Em meados de 1908 assumiu a paróquia da cidade e ao tomar conhecimento da existência de músicos e instrumentos musicais, resolveu ensinar música à vários rapazes e senhores, com o intuito de formar uma banda de música.
   Para a aquisição dos instrumentos necessários, desenvolveu trabalhos comunitários, e após conseguir um conto de réis, acompanhado de Josino Luna, um dos integrantes da banda, enfrentou 200 quilômetros nas costas de animais até a cidade de Senador Pompeu, em 4 dias de viagem, e depois, mais 2 dias de trem até a capital. Na casa “Rosa dos Alpes”, em Fortaleza, comprou os seguintes instrumentos: uma clarineta, um pistão, um helion, um barítono, um bombardino, uma requinta, três trompas, uma caixa de repique, um bumbo e um par de pratos.
   Com a orquestra organizada e ensaiada, foi fundada em 5 de maio de 1910, a “Filarmônica São Mateuense”, que recebeu o nome de seu fundador apenas em 1960, no seu cinqüentenário de vida.
   A filarmônica foi composta por amadores, voluntários e independentes que embalavam as festas religiosas e eventos do município, fato que ocorre até os dias de hoje. A partir da década de 1930, ficou conhecida na região como “A Furiosa”, apelido adquirido pelo tom agressivo e singular adotado pela banda. Um estilo único.
   A Banda Padre Pio enfrentou muitas dificuldades, chegando ao ponto de se apresentar com apenas 4 integrantes. Porém, o amor à arte musical e as doações mantiveram a banda viva. Como a doação de 18 instrumentos feitos por Maria do Carmo Ferreira Lima em 1970, uma jucaense apaixonada por música que sempre apoiou a cultura musical, fundando, inclusive, a banda de música de Cascavel em meados do século passado.
   A Banda Padre Pio ganhou reconhecimento estadual e tornou-se admirada por maestros e por músicos de outras bandas, inclusive das famosas bandas militares, que elogiam a beleza das composições autorais de dobrados tocados até hoje, como “Jogo de Espadas” e “Branco e Vermelho” compostas por Padre Pio.
   Podemos afirmar sem receio de injustiça, que a banda deve sua existência até hoje às figuras do Padre Pio Pinho, fundador e incentivador; Maria do Carmo Ferreira Lima, apaixonada, patrocinadora e grande incentivadora; Raimundo Custódio Lopes, maestro, músico e compositor de mais de 60 dobrados, tocados até hoje pela banda; Álvaro Correia de Araújo, maestro com maior tempo a frente da banda, mais de 38 anos.
Filarmônica São Mateuense, “Furiosa”, Banda Padre Pio ou simplesmente “A Bandinha de Jucás”, não importa a denominação, porque a paixão dos músicos, da população, dos admiradores e dos entusiastas da arte musical, é a mesma.
   Na verdade, o povo jucaense é o grande responsável por mais de 100 anos de existência da banda. Pois essa paixão é recíproca, ultrapassa gerações e engrandece essa relação.

 

Fonte: Blog do Campelo

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